CRÍTICO DE ARTES, LUIZ CAMILLO OSÓRIO
MINISTRA MINI CURSO E FAZ PALESTRA NA UFRN
Jóis Alberto
Luíz Camillo Osório, um dos mais renomados críticos de artes do Brasil, está em Natal desde ontem (quarta-feira, 5/08/09). Ele veio a convite da Coordenação do Programa da Pós Graduação em Filosofia (PPgFil) da UFRN para ministrar mini-curso sobre “Estética e política”, dentro da área de estudos de “Estética e ontologia da arte”, destinado a alunos daquela Pós Graduação. O mini-curso, aberto também a estudantes da graduação, foi iniciado na tarde de quarta-feira, no auditório do curso de Filosofia, no prédio do CCHLA – Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, e prossegue na sexta-feira (7/08) à tarde no mesmo local, a partir das 15h. Nesta quinta-feira (6/08) à noite, Luis Camillo faz palestra acerca do assunto. Mais informações sobre os eventos na Secretaria do PPgFil pelo fone 3215 3643. E-mail: ppgfil@cchla.ufrn.br.
Doutor em Filosofia pela PUC/RJ, professor universitário, com atuação como crítico de artes na imprensa carioca (“O Globo”, “Jornal do Brasil”), Luiz Camillo é grande conhecedor das vanguardas artísticas do século 20 e durante o mini curso tem feito uma abordagem essencialmente filosófica, ontológica da história dessas vanguardas, desde os impressionistas à pluralidade artística contemporânea, a partir das influências de pioneiros como Picasso, Marcel Duchamp (este, com o ready made); Man Ray, Picabia; a arte pop de Andy Wharol; passando pelas contribuições de vanguardistas brasileiros como Flávio de Carvalho, Abraham Palatnik e Hélio Oiticica, dentre outros grandes artistas. No primeiro dia do mini curso, ele se deteve mais nas análises da estética em Kant (na “Crítica do juízo”) e traçou um paralelo, comparando diferenças e afinidades, entre Kant e pensadores contemporâneos, como Ranciere, Baudrillard, e Walter Benjamin, sem esquecer também dos aspectos políticos da arte.
Jornalismo Arte Cultura Filosofia Literatura Psicanálise Marxismo e Pós Marxismo
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
NOTÍCIA – Literatura e relações de Poder
Palestra sobre “o mito do canalha”
abre Festival Literário na Siciliano
Jóis Alberto
“O mito do canalha: comportamento e sexualidade” é o tema da palestra que o talentoso escritor e filósofo natalense Pablo Capistrano fará hoje (04/08/09) a partir das 20h na livraria Siciliano do Natal Shopping Center (BR 101, Candelária), abrindo o III Festival Literário de Natal, evento que prosseguirá até a noite de sábado próximo (08/08). Escritor premiado em concurso literário de órgão público cultural natalense e já publicado em livro no eixo Rio-São Paulo, por editora conhecida nacionalmente, Pablo Capistrano abordará o tema na companhia de outro palestrante, Fabrício Carpinejar. A programação do evento é de ótima qualidade, com a participação de intelectuais famosos de Natal e bem sucedidos profissionalmente, como Daladier da Cunha Lima, Ivonildo Rego, Diógenes da Cunha Lima, Jussier Santos, Diva Cunha, Ana Laudelina, Vicente Serejo, e convidados de outras cidades, como o citado Carpinejar e Arnaldo Bloch, dentre outros.
Fiquei curioso com esse título da palestra de hoje: “O mito do canalha: comportamento e sexualidade”. Porque, até prova em contrário, ser canalha não é mito, é fato! Aliás, infelizmente fato bastante corriqueiro nos dias de hoje, onde no comportamento – no trabalho, por exemplo –, prevalecem muitas vezes relações baseadas no carreirismo, no arrivismo, em levar vantagem em tudo, na ingratidão mais infame, no salve-se quem puder! Esse tipo de canalhice, de patifaria, é mito ou realidade? Na sexualidade, a atitude canalha ocorre quando, ao invés de relacionamentos amorosos duradouros, de boa fé e respeito ao outro, o que prevalece é a mentira, a sacanagem, a “fuleragem”, a traição, a humilhação, o sadismo, o masoquismo... Claro, não quero ser hipócrita nem passar por tolo, tampouco “santinho” aqui e, por isso, questiono: quem nunca mentiu, nunca sacaneou, nunca traiu e foi traído na sexualidade? Tudo isso é mito? Não é realidade comum na vida de muita gente?
Uma das melhores abordagens teóricas que conheço sobre o lado canalha, medíocre, injusto, falso, bajulador de poderosos, mentiroso, preconceituoso, fascistóide que existe na maioria dos seres humanos, foi feita pelo grande psicanalista dissidente e marxista heterodoxo Wilhelm Reich, em livros antológicos como “Escuta, Zé Ninguém!” (Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1993, 11 ed.) e outros títulos, que geraram incompreensões à esquerda e maldições à direita... Quando falo em “lado”, dando a entender que existe um “outro lado”, não é maniqueísmo, já que existem vários “outros lados” em todo ser humano... Mas essa é uma metafísica, um psicologismo que deixo para quem domina mais o assunto: Pablo Capistrano.
Retornando à questão posta em debate: “o mito do canalha”! Bem, para eu nunca esquecer de superar o lado obscuro, irracional e que muitas vezes encara como coisa natural as injustiças, lado que às vezes existe em mim e, em graus variados, em todos nós, é que me lembro, sempre com emoção renovada, o grito do grande Walter Franco ao cantar “Canalha” sua célebre canção de protesto, em festival de música da TV na época da ditadura militar e das torturas:
“...É uma dor canalha/
Que te dilacera/
É um grito que se espalha/
Também pudera/
Não tarda nem falha/
Apenas te espera/
Num campo de batalha/
É um grito que se espalha...
É uma dor...” (e em seguida o indignado protesto em alto e bom som) “...CANALHA!!!”
A programação completa do Festival Literário é a seguinte:
04/08 (Terça-feira)
18h - Lançamento Revista O Poder
19h - O Magnífico
Daladier da Cunha Lima, Heriberto Bezerra e Ivonildo Rêgo
Mediador: Diógenes da Cunha Lima
Lançamento: O Magnífico - Uma biografia de Onofre Lopes
Diógenes da Cunha Lima
20h - O Mito do Canalha: Comportamento e Sexualidade
Fabrício Carpinejar e Pablo Capistrano
Lançamento: Terceira Sede
Fabrício Carpinejar
05/08 (Quarta-feira)
17h - Lançamento Vale Grande
José Jorge de Mendonça
18h - Lançamento
No Terreno da Fantasia: uma história do PCB nos anos de 1980
Bruno Rebouças e Roberta Maia
19h - Espetáculo Teatral
Sara Antunes
Monólogo
20h - Planejamento Turístico
Paulo Gaudenzi, Murilo Felinto e Dr. Jussier Santos
Mediador: Jurema Márcia Dantas
Lançamento: Planejamento & Experiências: turismo na Bahia
Paulo Gaudenzi
06/08 (Quinta-feira)
17h - Lançamento
Quem é Daniel Radcliffe
Clara Radcliffe
18h - Cangaço: No rastro da História
Ilsa Fernandes e Rostand Medeiros
Mediador: José Correia Torres Neto
19h - Sarau Potiguar:
Auta de Souza: a Noiva do Verso
Diva Cunha e Noilde Ramalho
Mediadora: Ana Laudelina
20h - A morte de Euclides da Cunha
Palestrante: Luíza Nagib Eluf
Lançamento: Matar ou Morrer - O caso Euclides da Cunha
Luíza Nagib Eluf
07/08 (Sexta-feira)
17h - Lançamento
Ensaio Poético
Ângela Rodrigues
18h - Sarau Potiguar:
Zé Saldanha: o cavaleiro medieval errante
Zé Saldanha e José Acaci
Mediador: Gutenberg Costa
19h - Gêmeas: não se separa o que a vida juntou
Palestrante: Mônica de Castro
20h - Bate-Bola
Marinho Chagas, Marcos Eduardo Neves e André Plihal
Mediador: Augusto César Gomes
08/08 (sábado)
17h - Lançamento
O menino sorriso e a bicicleta liberdade
Flor Atirupa
*dramatização com teatro de bonecos
18h - Grandes Pequeninos
Pocket Show com Jair Oliveira e Thania Khalil
19h - Jornalismo Literário e Biografias
Carlos Marcelo e Arnaldo Bloch
Mediador: Vicente Serejo
Lançamento: Renato Russo - O filho da Revolução
Carlos Marcelo
Lançamento: Os Irmãos Karamabloch
Arnaldo Bloch.
abre Festival Literário na Siciliano
Jóis Alberto
“O mito do canalha: comportamento e sexualidade” é o tema da palestra que o talentoso escritor e filósofo natalense Pablo Capistrano fará hoje (04/08/09) a partir das 20h na livraria Siciliano do Natal Shopping Center (BR 101, Candelária), abrindo o III Festival Literário de Natal, evento que prosseguirá até a noite de sábado próximo (08/08). Escritor premiado em concurso literário de órgão público cultural natalense e já publicado em livro no eixo Rio-São Paulo, por editora conhecida nacionalmente, Pablo Capistrano abordará o tema na companhia de outro palestrante, Fabrício Carpinejar. A programação do evento é de ótima qualidade, com a participação de intelectuais famosos de Natal e bem sucedidos profissionalmente, como Daladier da Cunha Lima, Ivonildo Rego, Diógenes da Cunha Lima, Jussier Santos, Diva Cunha, Ana Laudelina, Vicente Serejo, e convidados de outras cidades, como o citado Carpinejar e Arnaldo Bloch, dentre outros.
Fiquei curioso com esse título da palestra de hoje: “O mito do canalha: comportamento e sexualidade”. Porque, até prova em contrário, ser canalha não é mito, é fato! Aliás, infelizmente fato bastante corriqueiro nos dias de hoje, onde no comportamento – no trabalho, por exemplo –, prevalecem muitas vezes relações baseadas no carreirismo, no arrivismo, em levar vantagem em tudo, na ingratidão mais infame, no salve-se quem puder! Esse tipo de canalhice, de patifaria, é mito ou realidade? Na sexualidade, a atitude canalha ocorre quando, ao invés de relacionamentos amorosos duradouros, de boa fé e respeito ao outro, o que prevalece é a mentira, a sacanagem, a “fuleragem”, a traição, a humilhação, o sadismo, o masoquismo... Claro, não quero ser hipócrita nem passar por tolo, tampouco “santinho” aqui e, por isso, questiono: quem nunca mentiu, nunca sacaneou, nunca traiu e foi traído na sexualidade? Tudo isso é mito? Não é realidade comum na vida de muita gente?
Uma das melhores abordagens teóricas que conheço sobre o lado canalha, medíocre, injusto, falso, bajulador de poderosos, mentiroso, preconceituoso, fascistóide que existe na maioria dos seres humanos, foi feita pelo grande psicanalista dissidente e marxista heterodoxo Wilhelm Reich, em livros antológicos como “Escuta, Zé Ninguém!” (Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1993, 11 ed.) e outros títulos, que geraram incompreensões à esquerda e maldições à direita... Quando falo em “lado”, dando a entender que existe um “outro lado”, não é maniqueísmo, já que existem vários “outros lados” em todo ser humano... Mas essa é uma metafísica, um psicologismo que deixo para quem domina mais o assunto: Pablo Capistrano.
Retornando à questão posta em debate: “o mito do canalha”! Bem, para eu nunca esquecer de superar o lado obscuro, irracional e que muitas vezes encara como coisa natural as injustiças, lado que às vezes existe em mim e, em graus variados, em todos nós, é que me lembro, sempre com emoção renovada, o grito do grande Walter Franco ao cantar “Canalha” sua célebre canção de protesto, em festival de música da TV na época da ditadura militar e das torturas:
“...É uma dor canalha/
Que te dilacera/
É um grito que se espalha/
Também pudera/
Não tarda nem falha/
Apenas te espera/
Num campo de batalha/
É um grito que se espalha...
É uma dor...” (e em seguida o indignado protesto em alto e bom som) “...CANALHA!!!”
A programação completa do Festival Literário é a seguinte:
04/08 (Terça-feira)
18h - Lançamento Revista O Poder
19h - O Magnífico
Daladier da Cunha Lima, Heriberto Bezerra e Ivonildo Rêgo
Mediador: Diógenes da Cunha Lima
Lançamento: O Magnífico - Uma biografia de Onofre Lopes
Diógenes da Cunha Lima
20h - O Mito do Canalha: Comportamento e Sexualidade
Fabrício Carpinejar e Pablo Capistrano
Lançamento: Terceira Sede
Fabrício Carpinejar
05/08 (Quarta-feira)
17h - Lançamento Vale Grande
José Jorge de Mendonça
18h - Lançamento
No Terreno da Fantasia: uma história do PCB nos anos de 1980
Bruno Rebouças e Roberta Maia
19h - Espetáculo Teatral
Sara Antunes
Monólogo
20h - Planejamento Turístico
Paulo Gaudenzi, Murilo Felinto e Dr. Jussier Santos
Mediador: Jurema Márcia Dantas
Lançamento: Planejamento & Experiências: turismo na Bahia
Paulo Gaudenzi
06/08 (Quinta-feira)
17h - Lançamento
Quem é Daniel Radcliffe
Clara Radcliffe
18h - Cangaço: No rastro da História
Ilsa Fernandes e Rostand Medeiros
Mediador: José Correia Torres Neto
19h - Sarau Potiguar:
Auta de Souza: a Noiva do Verso
Diva Cunha e Noilde Ramalho
Mediadora: Ana Laudelina
20h - A morte de Euclides da Cunha
Palestrante: Luíza Nagib Eluf
Lançamento: Matar ou Morrer - O caso Euclides da Cunha
Luíza Nagib Eluf
07/08 (Sexta-feira)
17h - Lançamento
Ensaio Poético
Ângela Rodrigues
18h - Sarau Potiguar:
Zé Saldanha: o cavaleiro medieval errante
Zé Saldanha e José Acaci
Mediador: Gutenberg Costa
19h - Gêmeas: não se separa o que a vida juntou
Palestrante: Mônica de Castro
20h - Bate-Bola
Marinho Chagas, Marcos Eduardo Neves e André Plihal
Mediador: Augusto César Gomes
08/08 (sábado)
17h - Lançamento
O menino sorriso e a bicicleta liberdade
Flor Atirupa
*dramatização com teatro de bonecos
18h - Grandes Pequeninos
Pocket Show com Jair Oliveira e Thania Khalil
19h - Jornalismo Literário e Biografias
Carlos Marcelo e Arnaldo Bloch
Mediador: Vicente Serejo
Lançamento: Renato Russo - O filho da Revolução
Carlos Marcelo
Lançamento: Os Irmãos Karamabloch
Arnaldo Bloch.
sábado, 1 de agosto de 2009
NOTÍCIA/Cinema brasileiro no Sesc de Natal
“Alma corsária”, filme de Carlos Reichenbach,
abre programação de agosto do CineSesc
Jóis Alberto
“Alma Corsária”, filme de Carlos Reichenbach, abrirá a programação de agosto do CineSesc de Natal a partir das 12h desta segunda-feira (03/08/09).
Destinada preferencialmente aos comerciários e demais usuários dos serviços do Sesc, com entrada gratuita, a sessão é realizada sempre a partir do meio-dia no cinema do prédio onde funcionam o Restaurante e a Biblioteca pública do Sesc, na avenida Rio Branco, 375, Cidade Alta, Natal. A exemplo do que ocorre nas demais cidades do País, o Sesc da capital potiguar mantém uma excelente programação cultural, com sessões de sétima arte – esta em parceria com a Programadora Brasil; exposições de artes visuais, eventos literários, além do excelente acervo de livros da biblioteca.
Na programação, estão filmes de alguns dos mais elogiados cineastas do Brasil, dentro os quais o próprio Reichenbach, Domingos de Oliveira e Sylvio Back. Alguns títulos estão disponíveis em DVD, outros são exibidos com freqüência pela Rede Brasil de TV, mas com certeza é sempre um prazer rever em tela maior alguns desses filmes (o polêmico “Amarelo manga”, por sua estética mais violenta, divide opiniões). Destaco também a oportunidade rara de se assistir em tela grande ao filme “Bang bang: bla bla bla”, de Andrea Tonacci, um dos nomes mais representativos do chamado cinema marginal do Brasil (underground, ou udigrúdi, segundo a irreverente denominação criada por um dos grandes do Cinema Novo, Gláuber Rocha, nos anos 60, que depois faria alguns filmes dentro da estética do cinema marginal).
PROGRAMAÇÃO
A programação completa do CineSesc em agosto, sempre a partir das 12h, é a seguinte:
03/08 – “Alma Corsária”, direção de Carlos Reichenbach.
05/08 – “Amarelo manga”, direção de Cláudio Assis.
07/08 – “Amores”, direção de Domingos de Oliveira.
10/08 – “Baile perfumado”, direção de Paulo Caldas e Lírio Ferreira.
12/08 – “Bebel...”, direção:Maurício Capovilla.
14/08 – “Bete balanço”, direção: Lael Rodrigues.
17/08 – “Aleluia Gretchen”, direção: Sylvio Back.
19/08 – “Amor & Cia”, direção: Helvécio Ratton.
21/08 – 100 anos do “Cinema Natal” (curta/doc.). Mostra Brasil Plural. “Câmara Cascudo: o provinciano incurável”.
24/08 – “Bola na tela”, direção de Frederico Cardoso.
26/08 – “Animações para adultos” – vários diretores.
28/08 – “Bang bang: bla bla bla”, direção de Andréa Tonacci.
31/08 – “Assim era a Atlântida”, direção: Carlos Manga.
Boa diversão a todos! Bom apetite! E boa leitura!
abre programação de agosto do CineSesc
Jóis Alberto
“Alma Corsária”, filme de Carlos Reichenbach, abrirá a programação de agosto do CineSesc de Natal a partir das 12h desta segunda-feira (03/08/09).
Destinada preferencialmente aos comerciários e demais usuários dos serviços do Sesc, com entrada gratuita, a sessão é realizada sempre a partir do meio-dia no cinema do prédio onde funcionam o Restaurante e a Biblioteca pública do Sesc, na avenida Rio Branco, 375, Cidade Alta, Natal. A exemplo do que ocorre nas demais cidades do País, o Sesc da capital potiguar mantém uma excelente programação cultural, com sessões de sétima arte – esta em parceria com a Programadora Brasil; exposições de artes visuais, eventos literários, além do excelente acervo de livros da biblioteca.
Na programação, estão filmes de alguns dos mais elogiados cineastas do Brasil, dentro os quais o próprio Reichenbach, Domingos de Oliveira e Sylvio Back. Alguns títulos estão disponíveis em DVD, outros são exibidos com freqüência pela Rede Brasil de TV, mas com certeza é sempre um prazer rever em tela maior alguns desses filmes (o polêmico “Amarelo manga”, por sua estética mais violenta, divide opiniões). Destaco também a oportunidade rara de se assistir em tela grande ao filme “Bang bang: bla bla bla”, de Andrea Tonacci, um dos nomes mais representativos do chamado cinema marginal do Brasil (underground, ou udigrúdi, segundo a irreverente denominação criada por um dos grandes do Cinema Novo, Gláuber Rocha, nos anos 60, que depois faria alguns filmes dentro da estética do cinema marginal).
PROGRAMAÇÃO
A programação completa do CineSesc em agosto, sempre a partir das 12h, é a seguinte:
03/08 – “Alma Corsária”, direção de Carlos Reichenbach.
05/08 – “Amarelo manga”, direção de Cláudio Assis.
07/08 – “Amores”, direção de Domingos de Oliveira.
10/08 – “Baile perfumado”, direção de Paulo Caldas e Lírio Ferreira.
12/08 – “Bebel...”, direção:Maurício Capovilla.
14/08 – “Bete balanço”, direção: Lael Rodrigues.
17/08 – “Aleluia Gretchen”, direção: Sylvio Back.
19/08 – “Amor & Cia”, direção: Helvécio Ratton.
21/08 – 100 anos do “Cinema Natal” (curta/doc.). Mostra Brasil Plural. “Câmara Cascudo: o provinciano incurável”.
24/08 – “Bola na tela”, direção de Frederico Cardoso.
26/08 – “Animações para adultos” – vários diretores.
28/08 – “Bang bang: bla bla bla”, direção de Andréa Tonacci.
31/08 – “Assim era a Atlântida”, direção: Carlos Manga.
Boa diversão a todos! Bom apetite! E boa leitura!
NOTÍCIA/Exposição de fotografias
O FOTOJORNALISMO DE EWALDO GOMES
O fotojornalismo é, junto com o texto do repórter, um dos trabalhos fundamentais da reportagem profissional na mídia impressa (jornal, revista, boletins, livros, etc) e na mídia digital (portal da internet, sites, blogs, etc). Em Natal, existem talentosos repórteres fotográficos, no mesmo nível de grandes nomes de projeção nacional, como Walter Firmo e Evandro Teixeira. Na próxima terça-feira (4/08/09), o público natalense poderá comprovar isso vendo a Exposição de Fotos do repórter fotográfico Ewaldo Gomes, um dos mais atuantes e talentosos de Natal. A mostra, na Sala de Exposições do Sesc Restaurante, será aberta às 12h. Av. Rio Branco, 375, Cidade Alta.
O fotojornalismo é, junto com o texto do repórter, um dos trabalhos fundamentais da reportagem profissional na mídia impressa (jornal, revista, boletins, livros, etc) e na mídia digital (portal da internet, sites, blogs, etc). Em Natal, existem talentosos repórteres fotográficos, no mesmo nível de grandes nomes de projeção nacional, como Walter Firmo e Evandro Teixeira. Na próxima terça-feira (4/08/09), o público natalense poderá comprovar isso vendo a Exposição de Fotos do repórter fotográfico Ewaldo Gomes, um dos mais atuantes e talentosos de Natal. A mostra, na Sala de Exposições do Sesc Restaurante, será aberta às 12h. Av. Rio Branco, 375, Cidade Alta.
sábado, 25 de julho de 2009
UM POEMA DE R. BROWNING
Robert Browning
VIDA NUM AMOR
(Life in a Love)
Escapares de mim?
Nunca –
Meu amor! –
Enquanto eu seja eu e essa alma for tua,
Enquanto o mundo, aos dois, nos contiver –
Eu te querendo e tu sem nada quereres –
Se há um que evita, o outro continua.
Temo ser minha vida algum erro, por fim –
Antes parece uma fatalidade!
Quase nada consigo, na verdade –
Mas que fazer, se não atinjo o fim?
Há que manter os nervos em tensão,
Os olhos enxugar em cada ruína,
Se malogrado, erguer-me em repelão –
Assim, na caça, a presa se elimina.
No entanto, olha uma vez dessa distância,
Para mim, tão no fundo, em poeira e negrume;
Mal cai por terra uma velha esperança,
Renascido, visando o mesmo lume,
Tomo feitio –
Sempre
Transmudado.
Fonte: Antologia “Oiro de vário tempo e lugar (De São Francisco de Assis a Louis Aragon)”. Versão por A. Herculano de Carvalho. Porto-Portugal: O oiro do dia, 1983.
VIDA NUM AMOR
(Life in a Love)
Escapares de mim?
Nunca –
Meu amor! –
Enquanto eu seja eu e essa alma for tua,
Enquanto o mundo, aos dois, nos contiver –
Eu te querendo e tu sem nada quereres –
Se há um que evita, o outro continua.
Temo ser minha vida algum erro, por fim –
Antes parece uma fatalidade!
Quase nada consigo, na verdade –
Mas que fazer, se não atinjo o fim?
Há que manter os nervos em tensão,
Os olhos enxugar em cada ruína,
Se malogrado, erguer-me em repelão –
Assim, na caça, a presa se elimina.
No entanto, olha uma vez dessa distância,
Para mim, tão no fundo, em poeira e negrume;
Mal cai por terra uma velha esperança,
Renascido, visando o mesmo lume,
Tomo feitio –
Sempre
Transmudado.
Fonte: Antologia “Oiro de vário tempo e lugar (De São Francisco de Assis a Louis Aragon)”. Versão por A. Herculano de Carvalho. Porto-Portugal: O oiro do dia, 1983.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
TELEVISÃO/Arte com Sérgio Britto
Pina Bausch, expressionismo e distanciamento brechtiano
Jóis Alberto
Você conhece Pina Bausch? É uma grande artista, falecida recentemente e que recebeu uma emocionada homenagem póstuma no programa “Arte com Sérgio Britto”, exibido na noite de terça-feira passada (21/07) pela Rede Brasil de TV. Veterano e sempre talentoso ator, grande conhecedor não só do teatro, mas também de outras linguagens artísticas, Sérgio Britto narrou, com a emoção e inteligência de sempre, como teve oportunidade de conhecer de perto o trabalho de Pina Bausch e exibiu alguns vídeos com o desempenho dessa notável artista do teatro e da dança. Um trabalho dos mais criativos, inovadores, com influência do expressionismo, merecedor de elogios de outros gênios da criatividade artística, como Fellini, que a dirigiu no filme “La nave va”. A arte de Pina também está presente em coreografia de “Fale com ela”, de Almodóvar.
Gostei também de conhecer um pouco mais sobre a vida e obra dessa artista. E passei a gostar ainda mais do programa de Sérgio Britto, um artista que tive o prazer de entrevistar para o “Diário de Natal” há cerca de uns 15 anos ou mais, quando eu trabalhava como repórter naquele jornal. Acho que foi uma matéria pra editoria Geral e, por isso, talvez não tenha sido publicada com a minha assinatura. Mas ficou a lembrança e o prazer de ter entrevistado esse ator. Me lembro que a entrevista foi no Centro de Turismo, numa mesa de restaurante. Sérgio Britto tinha praticamente o mesmo visual que apresenta hoje na TV, uma maneira bem educada de falar, elegante, culto, de modo que a visível superioridade cultural dele em relação a mim, simples repórter de província – sem falsa modéstia ! – não impediu que a entrevista transcorresse com muita naturalidade e ensinamentos, o que rendeu um bom texto.
Hoje, decorrido tanto tempo após essa entrevista, tenho o prazer de assistir semanalmente, toda terça-feira à noite, a esse programa de TV. Sérgio Britto continua brilhante, embora evidentemente eu não concorde com todas as opiniões dele. Já discordei em pelo menos duas ocasiões, quando Sérgio opinou que a teoria do distanciamento em Bertold Brecht – embora ele reafirme ser Brecht um grande dramaturgo – estaria ultrapassada, porque o comunismo não existe mais! Não é bem assim, como já mostrou, anteriormente, Anatol Rosenfeld em textos ainda mais brilhantes acerca do teatro épico brechtiano. Dentre as características desse tipo de teatro, figuram o efeito de distanciamento – um dos recursos mais importantes de distanciamento é o de o autor se dirigir ao público através de coros e cantores –; a ironia, a paródia, recursos cênicos-literários e cênicos-musicais.
Há raízes que o ligam ao teatro naturalista, mas o seu antiilusionismo e marxismo atuante separam-no radicalmente do ilusionismo e passivismo daquele movimento. Por sua vez, o antiilusionismo e antipsicologismo dos expressionistas são totalmente renovados na obra de Brecht, despidos do apaixonado idealismo e subjetivismo desta corrente. Brecht absorveu e superou ambas as tendências numa nova síntese.
Voltarei a esse assunto qualquer dia desses.
Jóis Alberto
Você conhece Pina Bausch? É uma grande artista, falecida recentemente e que recebeu uma emocionada homenagem póstuma no programa “Arte com Sérgio Britto”, exibido na noite de terça-feira passada (21/07) pela Rede Brasil de TV. Veterano e sempre talentoso ator, grande conhecedor não só do teatro, mas também de outras linguagens artísticas, Sérgio Britto narrou, com a emoção e inteligência de sempre, como teve oportunidade de conhecer de perto o trabalho de Pina Bausch e exibiu alguns vídeos com o desempenho dessa notável artista do teatro e da dança. Um trabalho dos mais criativos, inovadores, com influência do expressionismo, merecedor de elogios de outros gênios da criatividade artística, como Fellini, que a dirigiu no filme “La nave va”. A arte de Pina também está presente em coreografia de “Fale com ela”, de Almodóvar.
Gostei também de conhecer um pouco mais sobre a vida e obra dessa artista. E passei a gostar ainda mais do programa de Sérgio Britto, um artista que tive o prazer de entrevistar para o “Diário de Natal” há cerca de uns 15 anos ou mais, quando eu trabalhava como repórter naquele jornal. Acho que foi uma matéria pra editoria Geral e, por isso, talvez não tenha sido publicada com a minha assinatura. Mas ficou a lembrança e o prazer de ter entrevistado esse ator. Me lembro que a entrevista foi no Centro de Turismo, numa mesa de restaurante. Sérgio Britto tinha praticamente o mesmo visual que apresenta hoje na TV, uma maneira bem educada de falar, elegante, culto, de modo que a visível superioridade cultural dele em relação a mim, simples repórter de província – sem falsa modéstia ! – não impediu que a entrevista transcorresse com muita naturalidade e ensinamentos, o que rendeu um bom texto.
Hoje, decorrido tanto tempo após essa entrevista, tenho o prazer de assistir semanalmente, toda terça-feira à noite, a esse programa de TV. Sérgio Britto continua brilhante, embora evidentemente eu não concorde com todas as opiniões dele. Já discordei em pelo menos duas ocasiões, quando Sérgio opinou que a teoria do distanciamento em Bertold Brecht – embora ele reafirme ser Brecht um grande dramaturgo – estaria ultrapassada, porque o comunismo não existe mais! Não é bem assim, como já mostrou, anteriormente, Anatol Rosenfeld em textos ainda mais brilhantes acerca do teatro épico brechtiano. Dentre as características desse tipo de teatro, figuram o efeito de distanciamento – um dos recursos mais importantes de distanciamento é o de o autor se dirigir ao público através de coros e cantores –; a ironia, a paródia, recursos cênicos-literários e cênicos-musicais.
Há raízes que o ligam ao teatro naturalista, mas o seu antiilusionismo e marxismo atuante separam-no radicalmente do ilusionismo e passivismo daquele movimento. Por sua vez, o antiilusionismo e antipsicologismo dos expressionistas são totalmente renovados na obra de Brecht, despidos do apaixonado idealismo e subjetivismo desta corrente. Brecht absorveu e superou ambas as tendências numa nova síntese.
Voltarei a esse assunto qualquer dia desses.
terça-feira, 21 de julho de 2009
FADO
Coimbra
Composição: Raul Ferrão / José Galhardo
Coimbra do Choupal
Ainda és capital
Do amor em Portugal
ainda
Coimbra onde uma vez
Com lágrimas se fez
A história dessa Inês tão linda
coimbra das canções tão meigas
Que nos põe
Os nossos corações a nu
Coimbra dos doutores
Para nós os teus cantores
A fonte dos amores és tu
Coimbra é uma lição
De sonho e tradição
O lent é uma canção
E a lua a faculdade
O livro é uma mulher
Só passa quem souber
E aprende-se a dizer saudade
Composição: Raul Ferrão / José Galhardo
Coimbra do Choupal
Ainda és capital
Do amor em Portugal
ainda
Coimbra onde uma vez
Com lágrimas se fez
A história dessa Inês tão linda
coimbra das canções tão meigas
Que nos põe
Os nossos corações a nu
Coimbra dos doutores
Para nós os teus cantores
A fonte dos amores és tu
Coimbra é uma lição
De sonho e tradição
O lent é uma canção
E a lua a faculdade
O livro é uma mulher
Só passa quem souber
E aprende-se a dizer saudade
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