Um Lugar Para os Malditos
IV Semana do Filme Cult começa com clássico de Dario Argento
Pela quarta vez consecutiva o Cineclube Natal, a Fundação José Augusto (através do Teatro de Cultura Popular Chico Daniel) e o jornalista Rodrigo Hammer se unem para promover um dos eventos mais aguardados por quem encara Cinema além das estréias milionárias e badalação dos blockbusters. Segundo informações dos organizadores do evento, dentre os quais Nelson Marques, Gianfranco Marchi e o o mencionado Hammer, a Semana do Filme Cult foi criada como uma forma de trazer filmes underground ou ferrenhamente cultuados ao público natalense.
Na quarta edição que se inicia às 18 h desta terça-feira (18/05/2010), no TCP – Teatro de Cultura Popular da Fundação José Augusto, rua Jundiaí, Tirol, em Natal, o filme escolhido para abrir a programação de seis longas de várias nacionalidades é Suspiria, dirigida pelo mestre do Horror italiano Dario Argento. Suspiria apenas antecipa uma sucessão de títulos definidos entre o bizarro e o burlesco, onde também há lugar para Grand Guignol e experimentalismo barbarizante. “Escolhemos por critérios que passam pelo reconhecimento dos cinéfilos, a importância das obras em si e também pela preferência pessoal de nós, que fazemos a seleção. Em comum, somos guiados pelos diferenciais de cada título. É esse o nosso verdadeiro incentivo”, explica Nelson Marques.
FILME CULT
A permanência da Semana do Filme Cult no calendário do Cineclube Natal confirma o sucesso da iniciativa responsável por atrair amantes de raridades do gênero que, assim, podem ter a oportunidade de assistir a títulos nem sempre disponíveis em coleções particulares e muito menos nas poucas bancas de Filmes de Arte. As cópias, em muitos casos, recebem tradução e legendagem dos próprios organizadores da mostra, como é o caso do raríssimo A Vingança do Sexo, a ser exibido no sábado, 22. “O filme é argentino e consegui uma matriz com o áudio comprometido por sucessivas remasterizações. A dublagem em Inglês tinha sido removida, mas fui em frente assim mesmo, traduzindo diretamente do Espanhol. Depois do trabalho encerrado, só sosseguei quando passei o texto por um revisor uruguaio que se encarregou de corrigir poucos erros. Foi uma verdadeira batalha linguística”, comemora Rodrigo Hammer.
Paralelamente, a IV Semana do Filme Cult exibe um curta-metragem de animação por dia antes da atração principal. Segundo Gianfranco Marchi, essa é uma forma de se proporcionar variedade à programação, arejando-a com a presença de realizadores que atuam totalmente fora do convencional ou da produção voltada aos grandes circuitos.
P R O G R A M A Ç Ã O
Terça-Feira, 18 - "Suspiria"
(trailer)
(Suspiria - Itália, 1977)
Direção: Dario Argento
Com: Jessica Harper e Stefania Casini
Estudante de Ballet descobre que sua academia é, na verdade, um covil de bruxas ancestrais determinadas ao caos e à destruição.
Curiosidades: o filme traz como protagonista Jessica Harper, redescoberta por Steven Spielberg em Minority Report, de 2003. Durante as filmagens, Argento tocava a trilha-sonora – composta antes da produção – em alto volume, para “inspirar” os atores. A estética de Suspiria contém elementos obrigatórios na obra do realizador, como a obsessão por facas pontiagudas e misoginia em doses fartas.
Quarta-Feira, 19 - "O Monstro da Lagoa Negra"
(trailer)
O Monstro da Lagoa Negra (Creature From The Black Lagoon - EUA, 1954)
Direção: Jack Arnold
Com: Richard Carlson e Julie Adams
Sinopse: expedição científica pelo Rio Amazonas encontra criatura anfíbia que provocará terror entre os seus integrantes.
Curiosidades: a criatura do filme originalmente fora concebida para ser um alienígena telepata, como no romance original de Paul Di Filippo. Trata-se de uma das primeiras experiências em Cinema 3D, quando o formato era sensação. Gerou mais duas sequências: A Revanche do Monstro (1955) e The Creature Walks Among Us (1956).
Quinta-Feira, 20 - "O Reflexo do Mal"
(trailer)
(The Reflecting Skin - ING/CAN, 1990)
Direção: Philip Ridley
Com: Viggo Mortensen e Lindsay Duncan
Sinopse: numa remota região norte-americana, menino encara a realidade através de personagens sinistros que surgem do cotidiano.
Curiosidades: diversas referências ao Cinema compõem a paleta da cenografia, a começar por Un Chien Andalou, Psicose, entre outras. Críticos apontam o desempenho de Viggo Mortensen, como o melhor de sua carreira. Philip Ridley, que chegou a ser comparado a David Lynch pelos entusiastas da fita, jamais repetiria o resultado obtido.
Sexta-Feira, 21 - "O Ladrão Silencioso"
O Ladrão Silencioso (The Thief - EUA, 1952)
Direção: Russell Rouse
Com: Ray Milland e Martin Gabel
Sinopse: físico nuclear faz serviço de espionagem para país não determinado, tendo em seu encalço os órgãos de segurança norte-americanos.
Curiosidades: inteiramente desprovido de falas, o filme transformou-se num Cult Noir graças à presença de Ray Milland em papel extraordinário. Críticos apontam O Ladrão Silencioso como uma das obras mais injustiçadas de seu tempo, embora valorizada nas cinematecas europeias. Russel Rouse aproveita as locações do Empire State, em NY, para dar uma aula de fotografia inteligente, quando o prédio representava o máximo do glamour.
Sábado, 22 - "A Vingança do Sexo"
(La Venganza Del Sexo - ARG, 1969)
Direção: Emilio Vieyra
Com: Ricardo Bauleo e Gloria Prat
Sinopse: experimentos macabros envolvem o rapto de strippers e casais enamorados numa mansão afastada. Clássico do Trash argentino.
Curiosidades: conhecido no exterior como The Curious Dr. Humpp, sofreu diversas alterações na montagem, algumas cópias com excertos pornôs. De ambientação futurista, o filme foi rodado em preto-e-branco apesar do ano de produção (1969). No cast, rouba a cena o vilão interpretado por Aldo Barbero numa atuação impecável.
Domingo, 23 - "Canibal Holocausto"
(trailer)
(Cannibal Holocaust - ITA, 1980)
Direção: Ruggero Deodato
Com: Robert Kerman e Francesca Ciardi
Sinopse: equipe de antropólogos se embrenha pela selva sul-americana onde encontra material filmado de antiga expedição dizimada por canibais.
Curiosidades: de tão banido internacionalmente ou mutilado por cortes, Canibal Holocausto acabou gerando repercussão recorde, razão do fascínio que ainda hoje desperta. Deodato tornou-se um mito renegado do Trash em decorrência do repúdio gerado pelo filme. Ironicamente, a partitura de Riz Ortolani ganhou elogios e, por muitos, é considerada a melhor coisa em meio às nauseabundas sequências de mutilação e esfolamento.
SERVIÇO - IV Semana do Filme Cult
de terça-feira, 18 a domingo, 23 de maio
18:30 horas
TCP - Teatro de Cultura Popular 'Chico Daniel'
Rua Jundiaí, 461, Tirol, Natal/RN
Fone: (84) 3232-5307
R$ 2,00
Classificações indicativa: 16/18 anos
Jornalismo Arte Cultura Filosofia Literatura Psicanálise Marxismo e Pós Marxismo
terça-feira, 18 de maio de 2010
1 º ENCONTRO INTERNACIONAL SOBRE A AMÉRICA LATINA NA UFRN
"Socialismo no século XXI”, palestra do professor argentino Atílio Borón, da UBA – Universidade de Buenos Aires, é um dos destaques da programação do 1º Encontro Internacional de Estudos sobre a América Latina, iniciado segunda-feira (17/05/2010) e que prosseguirá até sexta-feira (21), no Campus da UFRN, numa promoção do CCSA – Centro de Ciências Sociais Aplicadas, do CCHLA – Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, dentre outros órgãos. A palestra está programada para ter início às 19h desta terça (18) no auditório da Reitoria.
O Encontro tem a perspectiva de aproximar pesquisadores, professores e alunos que se dedicam a pesquisas e estudos acerca da formação e do desenvolvimento sócio-histórico, econômico, político e cultural da América Latina. O objetivo é organizar as produções em torno da defesa dos processos emancipatórios desencadeados no continente.
PROGRAMAÇÃO – A programação do evento inclui mesas-redondas, apresentação de trabalhos e, ainda, minicursos voltados aos pós-graduandos das áreas organizadoras das atividades. Terá também a participação de convidados como Pablo Stefanoni (Bolívia), Lúcio F. Olivier Costilla (UNAM – México), Atílio Borón (UBA), Carlos Montaño (UFRJ), Gonzalo Rojas (UFCG), Renato Kilp (UFCG), Carina Moljo (UFJF), Silvana Mara (UFRN), Gabriel Vitullo (UFRN) e Sebastião Vargas (UFRN).
Mais informações, acesse: http://encontroamericalatina.ccsa.ufrn.br.
Fontes: organização do evento e matéria da Agecom – Agência de Comunicação da UFRN: http://www.agecom.ufrn.br/conteudo/noticias/noticia.php?id=1099&place=1
O Encontro tem a perspectiva de aproximar pesquisadores, professores e alunos que se dedicam a pesquisas e estudos acerca da formação e do desenvolvimento sócio-histórico, econômico, político e cultural da América Latina. O objetivo é organizar as produções em torno da defesa dos processos emancipatórios desencadeados no continente.
PROGRAMAÇÃO – A programação do evento inclui mesas-redondas, apresentação de trabalhos e, ainda, minicursos voltados aos pós-graduandos das áreas organizadoras das atividades. Terá também a participação de convidados como Pablo Stefanoni (Bolívia), Lúcio F. Olivier Costilla (UNAM – México), Atílio Borón (UBA), Carlos Montaño (UFRJ), Gonzalo Rojas (UFCG), Renato Kilp (UFCG), Carina Moljo (UFJF), Silvana Mara (UFRN), Gabriel Vitullo (UFRN) e Sebastião Vargas (UFRN).
Mais informações, acesse: http://encontroamericalatina.ccsa.ufrn.br.
Fontes: organização do evento e matéria da Agecom – Agência de Comunicação da UFRN: http://www.agecom.ufrn.br/conteudo/noticias/noticia.php?id=1099&place=1
segunda-feira, 17 de maio de 2010
GÊNEROS E PRÁTICAS SOCIAIS
Lançamento literário abre 1ª edição do “Café Pedagógico”
na Cooperativa Cultural da UFRN
“Gênero e práticas culturais”, título do livro organizado pela professora da UFRN, Arisnete Morais, do Departamento de Educação, abrirá nesta terça-feira (18/5/10) às 18h a primeira edição do “Café Pedagógico”, na Livraria da Cooperativa Cultural, Campus da UFRN.
Um dia antes, no final da tarde desta segunda-feira (17/5/10), está programado outro lançamento, desta vez do livro “Brasília: cidade moderna/cidade eterna”, de autoria do professor Frederico Frota, da Faculdade de Arquitetura da UnB.
A idéia da nova diretoria da Cooperativa Cultural, liderada pelo professor da UFRN José Willington Germano, do Departamento de Ciências Sociais, é de dinamizar mais os eventos culturais na livraria, nessa nova fase da Cooperativa.
na Cooperativa Cultural da UFRN
“Gênero e práticas culturais”, título do livro organizado pela professora da UFRN, Arisnete Morais, do Departamento de Educação, abrirá nesta terça-feira (18/5/10) às 18h a primeira edição do “Café Pedagógico”, na Livraria da Cooperativa Cultural, Campus da UFRN.
Um dia antes, no final da tarde desta segunda-feira (17/5/10), está programado outro lançamento, desta vez do livro “Brasília: cidade moderna/cidade eterna”, de autoria do professor Frederico Frota, da Faculdade de Arquitetura da UnB.
A idéia da nova diretoria da Cooperativa Cultural, liderada pelo professor da UFRN José Willington Germano, do Departamento de Ciências Sociais, é de dinamizar mais os eventos culturais na livraria, nessa nova fase da Cooperativa.
terça-feira, 11 de maio de 2010
POESIA/Um poema de Jóis Alberto
ELEGIA*
Jóis Alberto Revorêdo
Na Pedra do Rosário, às margens do Potengi,
A brisa solitária finda em melancólico pôr-do-sol,
Num céu marrom, azul, com tons de avermelhado arrebol.
Um jovem diante do cenário
Louva plantas malditas e vinho ordinário
Em recidivos versos de sentidos desregraddos (ele desconhece
O prazer do sommelier, que degusta o sabor do vinho raro,
Um prazer aristocrático, burguês – e se avalio bem – avaro
E caro).
Surge nova a lua amarela nas águas do negro estuário,
Onde um barco vazio segue sem rumo,
Rente ao mangue lutulento de pungente desvario.
O adolescente cambaleia
Por caminho de crepuscular poesia,
Sem perceber o inexprimível vôo do pássaro,
Presságio de sonhos ruins
Em que formigas procuram o seu coração.
Ansiedade! Pensamento golpeado, turbilhão de sentidos,
Na senda da noite, entre a vida e a morte;
O louco morreu. Outro homem nasceu.
No céu, uma nuvem de rosas,
Vermelhas
E
Amarelas,
Vaporosas,
Caem ao peso do amor.
Quando o túmulo se abre vê-se o mar
- Igual à lápide e epitáfio de poeta –
Um mar de distante planeta
Vê-se um rosto que ampara constelações,
A face do homem morto, que desejava ver
A Flor Azul,
Inacessível aos homens,
Aos poetas de todas as estirpes,
Principalmente os de mais trágicos e românticos solipsismos.
Ponteiros das horas mortas,
Mocidades mortas,
Desaguam no rio, onde o homem, ao mergulhar uma vez mais,
Será outro;
As águas seguirão seu curso normal.
Em outra dimensão, o pescador joga a rede
No mar e puxa a fria lua minguante amarela,
Que flutua sobre a cabeça da bailarina com leque,
Graciosa gravura de ex libris chique.
Um ser humano vagueia flaneur pelas ruas da cidade
A recordar prazeres e excessos de tempos e mentalidades
De farandolagens funambulescas;
De curtições rocambolescas,
De doideiras carnavalescas,
De breguices grotescas,
De artes burlescas,
De aspirações quixotescas,
De culturas bacharelescas,
De presunções livrescas,
E a suportar traumas de crueldades dantescas,
A cabeça erguida, contudo.
*Poema publicado no livro Poetas azuis paixões vermelhas amores amarelos (poesia e prosa), de Jóis Alberto Revorêdo (Natal: Sebo Vermelho, 2003).
Jóis Alberto Revorêdo
Na Pedra do Rosário, às margens do Potengi,
A brisa solitária finda em melancólico pôr-do-sol,
Num céu marrom, azul, com tons de avermelhado arrebol.
Um jovem diante do cenário
Louva plantas malditas e vinho ordinário
Em recidivos versos de sentidos desregraddos (ele desconhece
O prazer do sommelier, que degusta o sabor do vinho raro,
Um prazer aristocrático, burguês – e se avalio bem – avaro
E caro).
Surge nova a lua amarela nas águas do negro estuário,
Onde um barco vazio segue sem rumo,
Rente ao mangue lutulento de pungente desvario.
O adolescente cambaleia
Por caminho de crepuscular poesia,
Sem perceber o inexprimível vôo do pássaro,
Presságio de sonhos ruins
Em que formigas procuram o seu coração.
Ansiedade! Pensamento golpeado, turbilhão de sentidos,
Na senda da noite, entre a vida e a morte;
O louco morreu. Outro homem nasceu.
No céu, uma nuvem de rosas,
Vermelhas
E
Amarelas,
Vaporosas,
Caem ao peso do amor.
Quando o túmulo se abre vê-se o mar
- Igual à lápide e epitáfio de poeta –
Um mar de distante planeta
Vê-se um rosto que ampara constelações,
A face do homem morto, que desejava ver
A Flor Azul,
Inacessível aos homens,
Aos poetas de todas as estirpes,
Principalmente os de mais trágicos e românticos solipsismos.
Ponteiros das horas mortas,
Mocidades mortas,
Desaguam no rio, onde o homem, ao mergulhar uma vez mais,
Será outro;
As águas seguirão seu curso normal.
Em outra dimensão, o pescador joga a rede
No mar e puxa a fria lua minguante amarela,
Que flutua sobre a cabeça da bailarina com leque,
Graciosa gravura de ex libris chique.
Um ser humano vagueia flaneur pelas ruas da cidade
A recordar prazeres e excessos de tempos e mentalidades
De farandolagens funambulescas;
De curtições rocambolescas,
De doideiras carnavalescas,
De breguices grotescas,
De artes burlescas,
De aspirações quixotescas,
De culturas bacharelescas,
De presunções livrescas,
E a suportar traumas de crueldades dantescas,
A cabeça erguida, contudo.
*Poema publicado no livro Poetas azuis paixões vermelhas amores amarelos (poesia e prosa), de Jóis Alberto Revorêdo (Natal: Sebo Vermelho, 2003).
terça-feira, 4 de maio de 2010
SÉTIMA ARTE/Lançado o Núcleo de Produção Digital de Natal
Texto: Jóis Alberto
A produção natalense de audiovisual digital entrou numa nova fase, nos dias 23, 24 e 25/04/2010 (sexta-feira, sábado e domingo), quando foi instalado o Núcleo de Produção Digital – NPD, órgão gerenciado pela Fundação José Augusto/Governo do Estado, através de parcerias com o Ministério da Cultura, entidades e instituições locais da área. A programação, sempre no Palácio da Cultura/Pinacoteca do Estado, centro da cidade, durante o final de semana, constou, na noite de sexta-feira, de solenidade de instalação do NPD, com a participação do presidente da Fundação José Augusto, Crispiniano Neto; diretor adjunto Fábio Lima; coordenadora do NPD Natal Mary Land Brito; produtora Keila Sena, além do secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, cineasta Silvio Da-Rin; do cineasta Philippe Barcinski; e do coordenador executivo da unidade técnica do programa governamental “Olhar Brasil”, cineasta Hermano Figueiredo. Na manhã e tarde de sábado e domingo, foi realizado o curso de linguagem cinematográfica ministrado por Philippe Barcinski.
Integrante da nova geração de cineastas do Brasil, figurando ao lado de diretores criativos e premiados como Fernando Meirelles, Walter Moreira Salles e José Padilha, dentre outros, Barcinski dirigiu o longa-metragem Não por acaso, com Rodrigo Santoro, Leonardo Medeiros, Letícia Sabatella, Branca Messina, Cássia Kiss. O filme foi exibido na noite de sábado para uma platéia formada pelos 70 participantes do curso, selecionados por análise de currículo e questionário, por uma comissão julgadora formada por integrantes do conselho gestor do NPD.
CINEASTA - Produzido por Fernando Meirelles, Não por acaso foi visto por 120.000 pessoas no Brasil e ganhou 16 prêmios, incluindo Silver Hugo na sessão New Directors Competition do Festival de Chicago. O filme, que marca a estréia do diretor em longa-metragem, participou do Sundance Screenwriter’s lab onde recebeu o Alfred Sloan Award. Recebeu críticas elogiosas da “Variety”, da “Folha de São Paulo”, dentre outros veículos. Antes de Não Por Acaso, Philippe Barcinski dirigiu cinco filmes de curta metragem (como Palíndromo e A Janela Aberta) que receberam mais de 50 prêmios, participando dos mais importantes festivais de cinema do mundo como Cannes (seleção oficial) e Berlim.
Formado em cinema pela Universidade de São Paulo, Barcinski dirigiu ainda episódios das séries de televisão para Globo (Cidade dos Homens), ARTE (Dance, Dance, Dance), Cultura (quadro Curumins do programa Castelo Ra Tim Bum) e MTV (Futuro).
OLHAR BRASIL – O programa Olhar Brasil tem como missão apoiar a produção audiovisual independente, favorecendo a formação e o aprimoramento de técnicos e realizadores. Também objetiva formar e consolidar parcerias para o desenvolvimento da atividade audiovisual nas diversas regiões do país, através do funcionamento dos NPDs – Núcleos de produção digital. Atualmente, os NPDs estão implantados em 15 Estados brasileiros.
O Conselho Gestor do NPD Natal é formado pelas seguintes instituições que atuam na área do audiovisual potiguar: Secretaria Estadual de Educação e Cultura, FJA, Cineclube Natal, ABD-RN, TVU/UFRN, Micromundo, UNP, IFRN, UERN e Zoon.
PROGRAMA DO CURSO DE LINGUAGEM CINEMATOGRÁFICA
Aula 1 - A formação do cinema clássico – sábado – 9h às 13h
Aula 2 - O rompimento com o clássico – sábado – 14h às 18h
Exibição do Filme Não Por Acaso de Philippe Barcinski – sábado – 19h
Aula 3 - Aprofundamento dos recursos de estilo – domingo – 9h às 13h
Aula 4 - Testemunhal de um cineasta ao fazer um filme hoje no Brasil – domingo - – 14h às 18h
A produção natalense de audiovisual digital entrou numa nova fase, nos dias 23, 24 e 25/04/2010 (sexta-feira, sábado e domingo), quando foi instalado o Núcleo de Produção Digital – NPD, órgão gerenciado pela Fundação José Augusto/Governo do Estado, através de parcerias com o Ministério da Cultura, entidades e instituições locais da área. A programação, sempre no Palácio da Cultura/Pinacoteca do Estado, centro da cidade, durante o final de semana, constou, na noite de sexta-feira, de solenidade de instalação do NPD, com a participação do presidente da Fundação José Augusto, Crispiniano Neto; diretor adjunto Fábio Lima; coordenadora do NPD Natal Mary Land Brito; produtora Keila Sena, além do secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, cineasta Silvio Da-Rin; do cineasta Philippe Barcinski; e do coordenador executivo da unidade técnica do programa governamental “Olhar Brasil”, cineasta Hermano Figueiredo. Na manhã e tarde de sábado e domingo, foi realizado o curso de linguagem cinematográfica ministrado por Philippe Barcinski.
Integrante da nova geração de cineastas do Brasil, figurando ao lado de diretores criativos e premiados como Fernando Meirelles, Walter Moreira Salles e José Padilha, dentre outros, Barcinski dirigiu o longa-metragem Não por acaso, com Rodrigo Santoro, Leonardo Medeiros, Letícia Sabatella, Branca Messina, Cássia Kiss. O filme foi exibido na noite de sábado para uma platéia formada pelos 70 participantes do curso, selecionados por análise de currículo e questionário, por uma comissão julgadora formada por integrantes do conselho gestor do NPD.
CINEASTA - Produzido por Fernando Meirelles, Não por acaso foi visto por 120.000 pessoas no Brasil e ganhou 16 prêmios, incluindo Silver Hugo na sessão New Directors Competition do Festival de Chicago. O filme, que marca a estréia do diretor em longa-metragem, participou do Sundance Screenwriter’s lab onde recebeu o Alfred Sloan Award. Recebeu críticas elogiosas da “Variety”, da “Folha de São Paulo”, dentre outros veículos. Antes de Não Por Acaso, Philippe Barcinski dirigiu cinco filmes de curta metragem (como Palíndromo e A Janela Aberta) que receberam mais de 50 prêmios, participando dos mais importantes festivais de cinema do mundo como Cannes (seleção oficial) e Berlim.
Formado em cinema pela Universidade de São Paulo, Barcinski dirigiu ainda episódios das séries de televisão para Globo (Cidade dos Homens), ARTE (Dance, Dance, Dance), Cultura (quadro Curumins do programa Castelo Ra Tim Bum) e MTV (Futuro).
OLHAR BRASIL – O programa Olhar Brasil tem como missão apoiar a produção audiovisual independente, favorecendo a formação e o aprimoramento de técnicos e realizadores. Também objetiva formar e consolidar parcerias para o desenvolvimento da atividade audiovisual nas diversas regiões do país, através do funcionamento dos NPDs – Núcleos de produção digital. Atualmente, os NPDs estão implantados em 15 Estados brasileiros.
O Conselho Gestor do NPD Natal é formado pelas seguintes instituições que atuam na área do audiovisual potiguar: Secretaria Estadual de Educação e Cultura, FJA, Cineclube Natal, ABD-RN, TVU/UFRN, Micromundo, UNP, IFRN, UERN e Zoon.
PROGRAMA DO CURSO DE LINGUAGEM CINEMATOGRÁFICA
Aula 1 - A formação do cinema clássico – sábado – 9h às 13h
Aula 2 - O rompimento com o clássico – sábado – 14h às 18h
Exibição do Filme Não Por Acaso de Philippe Barcinski – sábado – 19h
Aula 3 - Aprofundamento dos recursos de estilo – domingo – 9h às 13h
Aula 4 - Testemunhal de um cineasta ao fazer um filme hoje no Brasil – domingo - – 14h às 18h
sábado, 19 de dezembro de 2009
FLAMENGO - Uma das minhas grandes alegrias em 2009
Flamengo
Composição: Lamartine Babo
Uma vez flamengo,
Sempre flamengo.
Flamengo sempre, eu hei de ser.
É meu maior prazer vê-lo brilhar,
Seja na terra, seja no mar.
Vencer, vencer, vencer!
Uma vez flamengo,
Flamengo até, morrer!
Na regata, ele me mata,
Me maltrata, me arrebata.
Que emoção no coração!
Consagrado no gramado;
Sempre amado;
O mais cotado nos fla-flus é o 'ai, jesus!'
Eu teria um desgosto profundo,
Se faltasse o flamengo no mundo.
Ele vibra, ele é fibra,
Muita libra já pesou.
Flamengo até morrer eu sou!
Composição: Lamartine Babo
Uma vez flamengo,
Sempre flamengo.
Flamengo sempre, eu hei de ser.
É meu maior prazer vê-lo brilhar,
Seja na terra, seja no mar.
Vencer, vencer, vencer!
Uma vez flamengo,
Flamengo até, morrer!
Na regata, ele me mata,
Me maltrata, me arrebata.
Que emoção no coração!
Consagrado no gramado;
Sempre amado;
O mais cotado nos fla-flus é o 'ai, jesus!'
Eu teria um desgosto profundo,
Se faltasse o flamengo no mundo.
Ele vibra, ele é fibra,
Muita libra já pesou.
Flamengo até morrer eu sou!
sábado, 24 de outubro de 2009
NOTÍCIA/ Show de Lenine encerra CIENTEC 2009 em alto nível
Jóis Alberto
Muito bom o show de Lenine ontem à noite (23/10/09) no anfiteatro da Praça Cívica da UFRN, encerrando a Cientec 2009 - XV Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura. Eu já havia assistido a um show de Lenine em Natal há cerca de uns cinco ou seis anos, num circo montado ao lado do estádio Machadão, dentro de um projeto do Banco do Brasil. Na realidade, desde a adolescência conheço o trabalho dele, que anos depois merecidamente ganhou destaque nacional e, ultimamente, vem ganhando crescente projeção internacional.
Quem me falou sobre a boa repercussão do trabalho de Lenine no exterior foi o meu colega jornalista Rodrigo Hammer, que, para minha surpresa, estava muito feliz em poder curtir o show, que ele fotografou para cobertura jornalística. Fiquei meio surpreso com o entusiasmo de Rodrigo, que admira pouquíssimas figuras da MPB. Rodrigo é um cara que conheço desde o final dos anos 80, quando ele já era um grande conhecedor do rock contemporâneo, em especial o rock progressivo e o heavy metal. Algum tempo depois Rodrigo Hammer passou a colaborar com o DN Cultura e O POTI Revista, cadernos semanais de cultura que eu criei e editei no final daquela década e início dos anos 90, no Diário de Natal. Posteriormente, esse meu trabalho de jornalismo cultural foi aprimorado por outros colegas jornalistas como Franklin Jorge, Nelson Patriota, Carlos de Souza, Moisés de Lima...
De lá para cá, o jornalismo cultural natalense se desenvolveu muito, atingiu um nível que nada deixa a dever ao das grandes cidades brasileiras e Rodrigo Hammer tornou-se um dos melhores profissionais da área em Natal, notadamente nos setores que ele domina bem, como o rock, cultura pop e cinema. Tenho algumas divegências com Rodrigo,como por exemplo as restrições que ele faz ao trabalho de Tim Maia, mas que são naturalmente superadas pelas afinidades que temos em relação a outros assuntos, como o próprio jornalismo cultural, ao rock - do qual ele conhece muito mais do que eu - e ao chamado cinema marginal brasileiro, com os filmes de Rogério Sganzerla, Ivan Cardoso, Julio Bressane, dentre outros.
Gostei de ir ao show também porque surgiu a oportunidade de rever algumas amigas minhas como Fatoka, Rose Marie, além de ter sido apresentado a amigas delas como Mônica e Marisa. Durante o show, no meio do público, tive o prazer de reencontrar Radharani, filha de minha amiga Grace e do artista plástico Marcelus Bob.Na saída, ainda tive o prazer de rever outra amiga, Betânia...
O único problema no show foi a péssima iluminação, não no palco propriamente, mas quando luzes claras e fortes se projetavam sobre a platéia. Ouvi várias reclamações. O setor artístico-cultural da UFRN, responsável pelo evento, precisa solucionar pra não repetir esse problema nos espetáculos que estão sendo esperados agora para o final deste ano e na próxima CIENTEC.
Muito bom o show de Lenine ontem à noite (23/10/09) no anfiteatro da Praça Cívica da UFRN, encerrando a Cientec 2009 - XV Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura. Eu já havia assistido a um show de Lenine em Natal há cerca de uns cinco ou seis anos, num circo montado ao lado do estádio Machadão, dentro de um projeto do Banco do Brasil. Na realidade, desde a adolescência conheço o trabalho dele, que anos depois merecidamente ganhou destaque nacional e, ultimamente, vem ganhando crescente projeção internacional.
Quem me falou sobre a boa repercussão do trabalho de Lenine no exterior foi o meu colega jornalista Rodrigo Hammer, que, para minha surpresa, estava muito feliz em poder curtir o show, que ele fotografou para cobertura jornalística. Fiquei meio surpreso com o entusiasmo de Rodrigo, que admira pouquíssimas figuras da MPB. Rodrigo é um cara que conheço desde o final dos anos 80, quando ele já era um grande conhecedor do rock contemporâneo, em especial o rock progressivo e o heavy metal. Algum tempo depois Rodrigo Hammer passou a colaborar com o DN Cultura e O POTI Revista, cadernos semanais de cultura que eu criei e editei no final daquela década e início dos anos 90, no Diário de Natal. Posteriormente, esse meu trabalho de jornalismo cultural foi aprimorado por outros colegas jornalistas como Franklin Jorge, Nelson Patriota, Carlos de Souza, Moisés de Lima...
De lá para cá, o jornalismo cultural natalense se desenvolveu muito, atingiu um nível que nada deixa a dever ao das grandes cidades brasileiras e Rodrigo Hammer tornou-se um dos melhores profissionais da área em Natal, notadamente nos setores que ele domina bem, como o rock, cultura pop e cinema. Tenho algumas divegências com Rodrigo,como por exemplo as restrições que ele faz ao trabalho de Tim Maia, mas que são naturalmente superadas pelas afinidades que temos em relação a outros assuntos, como o próprio jornalismo cultural, ao rock - do qual ele conhece muito mais do que eu - e ao chamado cinema marginal brasileiro, com os filmes de Rogério Sganzerla, Ivan Cardoso, Julio Bressane, dentre outros.
Gostei de ir ao show também porque surgiu a oportunidade de rever algumas amigas minhas como Fatoka, Rose Marie, além de ter sido apresentado a amigas delas como Mônica e Marisa. Durante o show, no meio do público, tive o prazer de reencontrar Radharani, filha de minha amiga Grace e do artista plástico Marcelus Bob.Na saída, ainda tive o prazer de rever outra amiga, Betânia...
O único problema no show foi a péssima iluminação, não no palco propriamente, mas quando luzes claras e fortes se projetavam sobre a platéia. Ouvi várias reclamações. O setor artístico-cultural da UFRN, responsável pelo evento, precisa solucionar pra não repetir esse problema nos espetáculos que estão sendo esperados agora para o final deste ano e na próxima CIENTEC.
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