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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Matéria de Jóis Alberto na Tribuna do Norte
A "Tribuna do Norte", jornal natalense, publicou matéria de autoria de Jóis Alberto sobre a vinda de Edgar Morin a Natal (clique no título acima para ver o texto na versão on line desse jornal, edição de 16/09/2010). A chegada do famoso pensador francês da atualidade está prevista para a tarde desta sexta-feira (17/09/20100. À noite, a partir das 19h, Morin fará conferência na Praça Cívica da UFRN. Antes, haverá apresentação da Orquestra Sinfônica daquela Universidade (ver postagens anteriores neste blog sobre essa visita de Morin à cidade).
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
POLÍTICA/Aumentam chances de Dilma Roussef vencer no 1º turno
Com 20 pontos de vantagem, Dilma supera Serra até em SP e RS
A candidata a presidente Dilma Rousseff, da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, manteve sua tendência de alta e foi a 49% das intenções de voto. Dilma abriu 20 pontos de vantagem sobre seu principal adversário, José Serra, do PSDB, que está com 29%, segundo pesquisa Datafolha.
Os contratantes do levantamento, realizada nos dias 23 e 24 com 10.948 entrevistas em todo o país, são a Folha de S.Paulo e a Rede Globo. A margem de erro máxima da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Se a eleição fosse hoje, Dilma teria 55% dos votos válidos (os que são dados apenas aos candidatos) e venceria no primeiro turno.
Todas as oscilações nacionais de voto se deram dentro do limite da margem de erro. Dilma tinha 47% na sondagem do dia 20, enquanto Serra estava com 30%. Marina Silva (PV) manteve-se em 9%. Há 4% que dizem votar em branco, nulo ou em nenhum. E 8% estão indecisos. Os demais candidatos não pontuaram.
O novo levantamento também indica que Dilma lidera agora em segmentos antes redutos de Serra. A petista passou o tucano em São Paulo, no Rio Grande do Sul e no Paraná e entre os eleitores com maior faixa de renda.
Em São Paulo — estado governado por Serra até abril e por tucanos há 16 anos —, Dilma saiu de 34% na semana passada e está com 41% agora. O ex-governador caiu de 41% para 36%. Na capital paulista, governada por Gilberto Kassab (DEM), aliado de Serra, ela tem 41% e ele, 35%.
Já no Rio Grande do Sul, a candidata saiu de 35% e foi a 43%. Já Serra caiu de 43% para 39% entre os gaúchos. Serra se mantém ainda à frente em alguns poucos estratos do eleitorado. Por exemplo, entre os eleitores de Curitiba, capital do Paraná, onde registra 40% contra 31% de sua adversária direta.
Bolsões
O avanço da candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando ocorre também em “bolsões serristas”. No levantamento de 9 a 12 deste mês, Serra liderava entre os curitibanos com 43% contra 24% de Dilma, uma vantagem de 19 pontos. Agora, a diferença caiu para nove pontos.
Quando se observam regiões do país, a candidata do PT lidera em todas, inclusive no Sul. Na semana passada, ela estava tecnicamente empatada com Serra, mas numericamente atrás: tinha 38% contra 40% do tucano. Agora, a situação se inverteu, com Dilma indo a 43% e o tucano deslizando para 36% entre eleitores sulistas.
2º turno
Como reflexo de seu desempenho geral, Dilma também ampliou a vantagem num eventual segundo turno. Saiu de 53% na semana passada e está com 55%. Serra oscilou de 39% para 36%. Ampliou-se a distância — que era de 14 — para 19 pontos.
Outro dado relevante e que indica um mau sinal para o tucano é a taxa de rejeição. Dilma é rejeitada por 19% dos eleitores, taxa que se mantém estável desde maio. Já Serra está agora com 29% (eram 27% semana passada) e chega a seu maior percentual neste ano.
Na pesquisa espontânea, quando os eleitores não escolhem os nomes de uma lista de candidatos, Dilma foi a 35% contra 18% de Serra. No levantamento anterior, os percentuais eram 31% e 17%, respectivamente. A pesquisa está registrada no TSE sob o número 25.473/2010.
Fonte : Redação do site www.vermelho.org.br, com informações da Folha de S.Paulo
A candidata a presidente Dilma Rousseff, da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, manteve sua tendência de alta e foi a 49% das intenções de voto. Dilma abriu 20 pontos de vantagem sobre seu principal adversário, José Serra, do PSDB, que está com 29%, segundo pesquisa Datafolha.
Os contratantes do levantamento, realizada nos dias 23 e 24 com 10.948 entrevistas em todo o país, são a Folha de S.Paulo e a Rede Globo. A margem de erro máxima da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Se a eleição fosse hoje, Dilma teria 55% dos votos válidos (os que são dados apenas aos candidatos) e venceria no primeiro turno.
Todas as oscilações nacionais de voto se deram dentro do limite da margem de erro. Dilma tinha 47% na sondagem do dia 20, enquanto Serra estava com 30%. Marina Silva (PV) manteve-se em 9%. Há 4% que dizem votar em branco, nulo ou em nenhum. E 8% estão indecisos. Os demais candidatos não pontuaram.
O novo levantamento também indica que Dilma lidera agora em segmentos antes redutos de Serra. A petista passou o tucano em São Paulo, no Rio Grande do Sul e no Paraná e entre os eleitores com maior faixa de renda.
Em São Paulo — estado governado por Serra até abril e por tucanos há 16 anos —, Dilma saiu de 34% na semana passada e está com 41% agora. O ex-governador caiu de 41% para 36%. Na capital paulista, governada por Gilberto Kassab (DEM), aliado de Serra, ela tem 41% e ele, 35%.
Já no Rio Grande do Sul, a candidata saiu de 35% e foi a 43%. Já Serra caiu de 43% para 39% entre os gaúchos. Serra se mantém ainda à frente em alguns poucos estratos do eleitorado. Por exemplo, entre os eleitores de Curitiba, capital do Paraná, onde registra 40% contra 31% de sua adversária direta.
Bolsões
O avanço da candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando ocorre também em “bolsões serristas”. No levantamento de 9 a 12 deste mês, Serra liderava entre os curitibanos com 43% contra 24% de Dilma, uma vantagem de 19 pontos. Agora, a diferença caiu para nove pontos.
Quando se observam regiões do país, a candidata do PT lidera em todas, inclusive no Sul. Na semana passada, ela estava tecnicamente empatada com Serra, mas numericamente atrás: tinha 38% contra 40% do tucano. Agora, a situação se inverteu, com Dilma indo a 43% e o tucano deslizando para 36% entre eleitores sulistas.
2º turno
Como reflexo de seu desempenho geral, Dilma também ampliou a vantagem num eventual segundo turno. Saiu de 53% na semana passada e está com 55%. Serra oscilou de 39% para 36%. Ampliou-se a distância — que era de 14 — para 19 pontos.
Outro dado relevante e que indica um mau sinal para o tucano é a taxa de rejeição. Dilma é rejeitada por 19% dos eleitores, taxa que se mantém estável desde maio. Já Serra está agora com 29% (eram 27% semana passada) e chega a seu maior percentual neste ano.
Na pesquisa espontânea, quando os eleitores não escolhem os nomes de uma lista de candidatos, Dilma foi a 35% contra 18% de Serra. No levantamento anterior, os percentuais eram 31% e 17%, respectivamente. A pesquisa está registrada no TSE sob o número 25.473/2010.
Fonte : Redação do site www.vermelho.org.br, com informações da Folha de S.Paulo
POLÍTICA/ Colapso do projeto neoliberal
"O EMPATE TÉCNICO DE SERRA
Datafolha: tucano tem 29% das intenções de voto e 29% de rejeição.Está empatado tecnicamente com ele mesmo nesse aspecto.Dilma, com 49% de apoio, abre 20 pontos de vantagem e lidera em todas as regiões, de Norte ao Sul. A candidata do PT virou o jogo no RS , onde o tucano ainda liderava, e abriu 5 pontos de vantagem em SP, cidadela tradicional do PSDB. Entre as capitais, Serra só lidera, ainda, em Curitiba. Sua última linha de resistência, agora, é não perder para o próprio índice de rejeição. Tarefa exceto por um desastre de proporções ferroviárias, arquitetado pelo condomínio midiático-demotucano, a sorte da disputa, seja no 1º ou no 2º turno, está selada. O que avulta na sova federal sofrida pelo candidatura demotucana, porém, é que ela não pode ser debitada exclusivamente ao ex-governador de SP. Embora, segundo a conservadora revista The Economist, "o sr. Serra pareça insípido, exceto quando sorri, aí se torna alarmante", há algo mais que antipatia nesse revés. A dimensão histórica do naufrágio demotucano foi brilhantemente resumida pelo professor José Fiori, em seu recente artigo 'Requiescat in pace'. Sua lapidar exposição, é forçoso reconhecer, sepulta o PSDB de Serra e Fernando Henrique, mas embute também desafios para a esquerda petista --e não são pequenos. Um trecho: "...o que mais chama a atenção não é a derrota em si mesma, é a anorexia ideológica dos dois últimos herdeiros da "terceira via". Não se trata de incompetência pessoal, nem de um problema de imagem, se trata do colapso final de um projeto político-ideológico eclético e anódino que acabou de maneira inglória: o projeto do neoliberalismo social-democrata. Que repouse em paz !"
(Fonte: Carta Maior em 26-08-2010)
Datafolha: tucano tem 29% das intenções de voto e 29% de rejeição.Está empatado tecnicamente com ele mesmo nesse aspecto.Dilma, com 49% de apoio, abre 20 pontos de vantagem e lidera em todas as regiões, de Norte ao Sul. A candidata do PT virou o jogo no RS , onde o tucano ainda liderava, e abriu 5 pontos de vantagem em SP, cidadela tradicional do PSDB. Entre as capitais, Serra só lidera, ainda, em Curitiba. Sua última linha de resistência, agora, é não perder para o próprio índice de rejeição. Tarefa exceto por um desastre de proporções ferroviárias, arquitetado pelo condomínio midiático-demotucano, a sorte da disputa, seja no 1º ou no 2º turno, está selada. O que avulta na sova federal sofrida pelo candidatura demotucana, porém, é que ela não pode ser debitada exclusivamente ao ex-governador de SP. Embora, segundo a conservadora revista The Economist, "o sr. Serra pareça insípido, exceto quando sorri, aí se torna alarmante", há algo mais que antipatia nesse revés. A dimensão histórica do naufrágio demotucano foi brilhantemente resumida pelo professor José Fiori, em seu recente artigo 'Requiescat in pace'. Sua lapidar exposição, é forçoso reconhecer, sepulta o PSDB de Serra e Fernando Henrique, mas embute também desafios para a esquerda petista --e não são pequenos. Um trecho: "...o que mais chama a atenção não é a derrota em si mesma, é a anorexia ideológica dos dois últimos herdeiros da "terceira via". Não se trata de incompetência pessoal, nem de um problema de imagem, se trata do colapso final de um projeto político-ideológico eclético e anódino que acabou de maneira inglória: o projeto do neoliberalismo social-democrata. Que repouse em paz !"
(Fonte: Carta Maior em 26-08-2010)
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
POESIA/ Texto de Floriano Martins
COSTELAS DE EMILE BRONTË
O teu sorriso ia desaparecendo no fundo de meu olhar.
Aos poucos já não distinguia os acenos de tua memória.
Eu disse que viria quando o sol te ensinasse a brilhar,
porém as nuvens foram me guiando para um outro ninho de escombros.
Um pequeno mercado de cicatrizes. Noite recostada em uma árvore.
A pele abandonando os cuidados com a vida que ainda guarda em si.
O tempo remodelando as sombras esquecidas sob os corpos.
A dor se aproxima como um raio. Já não escuto mais nada.
Deixo a tua mão sobre meu peito, sem saber ao certo o que ainda podes fazer por mim.
Livro-me por um segundo ou dois do mistério da morte,
mas logo recupero as vozes confiscadas por antigos presságios.
Jamais dissemos o nome do deus que faltou com sua palavra.
Aos poucos já não distinguia as cores de tua ausência.
________________________________________
COSTILLAS DE EMILE BRONTË
Tu sonrisa iba desapareciendo en el fondo de mi mirada.
Al rato ya no distinguía los gestos de tu memoria.
Yo dije que vendría cuando el sol te enseñase a brillar,
sin embargo las nubes me fueron guiando hacia otro nido de escombros.
Un pequeño mercado de cicatrices. Noche recostada en un árbol.
La piel abandonando los cuidados con la vida que aun guarda en sí.
El tiempo remodelando las sombras olvidadas bajo los cuerpos.
El dolor se aproxima como un rayo. Ya no escucho más nada.
Dejo tu mano sobre mi pecho, sin saber de verdad lo que aun puedes hacer por mí.
Me libro por un segundo o dos del misterio de la muerte,
mas pronto recupero las voces confiscadas por antiguos presagios.
Jamás dijimos el nombre del dios que faltó con su palabra.
Al rato ya no distinguía los colores de tu ausencia.
________________________________________
poema & fotografía | floriano martins
traducción | gladys mendía
O teu sorriso ia desaparecendo no fundo de meu olhar.
Aos poucos já não distinguia os acenos de tua memória.
Eu disse que viria quando o sol te ensinasse a brilhar,
porém as nuvens foram me guiando para um outro ninho de escombros.
Um pequeno mercado de cicatrizes. Noite recostada em uma árvore.
A pele abandonando os cuidados com a vida que ainda guarda em si.
O tempo remodelando as sombras esquecidas sob os corpos.
A dor se aproxima como um raio. Já não escuto mais nada.
Deixo a tua mão sobre meu peito, sem saber ao certo o que ainda podes fazer por mim.
Livro-me por um segundo ou dois do mistério da morte,
mas logo recupero as vozes confiscadas por antigos presságios.
Jamais dissemos o nome do deus que faltou com sua palavra.
Aos poucos já não distinguia as cores de tua ausência.
________________________________________
COSTILLAS DE EMILE BRONTË
Tu sonrisa iba desapareciendo en el fondo de mi mirada.
Al rato ya no distinguía los gestos de tu memoria.
Yo dije que vendría cuando el sol te enseñase a brillar,
sin embargo las nubes me fueron guiando hacia otro nido de escombros.
Un pequeño mercado de cicatrices. Noche recostada en un árbol.
La piel abandonando los cuidados con la vida que aun guarda en sí.
El tiempo remodelando las sombras olvidadas bajo los cuerpos.
El dolor se aproxima como un rayo. Ya no escucho más nada.
Dejo tu mano sobre mi pecho, sin saber de verdad lo que aun puedes hacer por mí.
Me libro por un segundo o dos del misterio de la muerte,
mas pronto recupero las voces confiscadas por antiguos presagios.
Jamás dijimos el nombre del dios que faltó con su palabra.
Al rato ya no distinguía los colores de tu ausencia.
________________________________________
poema & fotografía | floriano martins
traducción | gladys mendía
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA/Física para poetas
Por Jóis Alberto
“Física para poetas – Uma forma diferente de conhecer a Física” foi o título do mini curso, do qual eu participei dentro da programação geral da 62ª Reunião Anual da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, realizada na semana passada (25 a 30/07/2010) no Campus central da UFRN, em Natal (RN). O curso foi ministrado pelo professor Adilson de Oliveira, da UFScar – Universidade Federal de São Carlos (SP) e contou com a participação de cerca de 30 inscritos, estudantes não só de Física mas também de outras áreas – como é o meu caso que atualmente concluo uma segunda graduação, desta vez em Letras – Língua Portuguesa e Literaturas; e sou mestrando em Ciências Sociais, pela UFRN.
O mini curso teve como objetivo motivar o interesse pela Física, usando novas formas de divulgação científica. No caso, numa abordagem sem o uso de conceitos matemáticos profundos para mostrar que é possível motivar pessoas a entenderem Física, ao mesmo tempo que procura desmistificar o caráter de disciplina difícil e pouco atraente. O uso da metáfora foi um dos recursos metodológicos utilizados pelo professor, procurando sempre fazer uma conexão das idéias da Física com outras áreas do conhecimento, em particular a Arte e a Música, com uso de muitas imagens e sons no datashow da sala.
Ao final, foi feita uma avaliação do curso em questionário da SBPC, além de o professor ter aberto para comentários. Eu elogiei o mini curso, disse que o evento havia atendido às minhas expectativas, porém achei que faltou mais poesia criada por poetas, já que o professor usou muitas letras de música, em especial de Gilberto Gil e de Caetano Veloso, que, é claro, mais do que letristas, são dois grandes poetas contemporâneos. O professor justificou que o curso tem esse título, mas a intenção maior é de abordar essencialmente a Física, o que compreendi, afinal se prevalecesse a literatura teria que ter outro título: Poesia para Físicos, por exemplo... Sugeri alguns poetas brasileiros que abordam conceitos de matemática e física em alguns dos seus trabalhos. Recomendei, em especial, o nosso grande surrealista Murilo Mendes...
No Brasil, além do competente e talentoso professor Adilson de Oliveira, outros têm usado esse recurso de divulgação científica para um público mais amplo, dentre os quais um dos mais famosos é Marcelo Gleiser, a quem o professor Adilson de Oliveira – colunista no site do Instituto Ciência Hoje (http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/fisica-sem-misterio) nada deixa a dever. Na minha modesta opinião de estudante, outro nome que se destaca na divulgação científica para um público mais amplo, mais interdisciplinar, é do engenheiro e físico Luiz Pinguelli Rosa.
“Física para poetas – Uma forma diferente de conhecer a Física” foi o título do mini curso, do qual eu participei dentro da programação geral da 62ª Reunião Anual da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, realizada na semana passada (25 a 30/07/2010) no Campus central da UFRN, em Natal (RN). O curso foi ministrado pelo professor Adilson de Oliveira, da UFScar – Universidade Federal de São Carlos (SP) e contou com a participação de cerca de 30 inscritos, estudantes não só de Física mas também de outras áreas – como é o meu caso que atualmente concluo uma segunda graduação, desta vez em Letras – Língua Portuguesa e Literaturas; e sou mestrando em Ciências Sociais, pela UFRN.
O mini curso teve como objetivo motivar o interesse pela Física, usando novas formas de divulgação científica. No caso, numa abordagem sem o uso de conceitos matemáticos profundos para mostrar que é possível motivar pessoas a entenderem Física, ao mesmo tempo que procura desmistificar o caráter de disciplina difícil e pouco atraente. O uso da metáfora foi um dos recursos metodológicos utilizados pelo professor, procurando sempre fazer uma conexão das idéias da Física com outras áreas do conhecimento, em particular a Arte e a Música, com uso de muitas imagens e sons no datashow da sala.
Ao final, foi feita uma avaliação do curso em questionário da SBPC, além de o professor ter aberto para comentários. Eu elogiei o mini curso, disse que o evento havia atendido às minhas expectativas, porém achei que faltou mais poesia criada por poetas, já que o professor usou muitas letras de música, em especial de Gilberto Gil e de Caetano Veloso, que, é claro, mais do que letristas, são dois grandes poetas contemporâneos. O professor justificou que o curso tem esse título, mas a intenção maior é de abordar essencialmente a Física, o que compreendi, afinal se prevalecesse a literatura teria que ter outro título: Poesia para Físicos, por exemplo... Sugeri alguns poetas brasileiros que abordam conceitos de matemática e física em alguns dos seus trabalhos. Recomendei, em especial, o nosso grande surrealista Murilo Mendes...
No Brasil, além do competente e talentoso professor Adilson de Oliveira, outros têm usado esse recurso de divulgação científica para um público mais amplo, dentre os quais um dos mais famosos é Marcelo Gleiser, a quem o professor Adilson de Oliveira – colunista no site do Instituto Ciência Hoje (http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/fisica-sem-misterio) nada deixa a dever. Na minha modesta opinião de estudante, outro nome que se destaca na divulgação científica para um público mais amplo, mais interdisciplinar, é do engenheiro e físico Luiz Pinguelli Rosa.
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